28/10/2009
 
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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) - depois da Vale S/A e da Gerdau Açominas - será a próxima empresa do setor de mineração e siderurgia a anunciar novos investimentos em Minas Gerais.

Na próxima semana, o presidente da CSN, Benjanin Steinbruch, vai se reunir com o governador do Estado, Aécio Neves, em Belo Horizonte, para o anúncio dos cerca de R$ 11,5 bilhões que a companhia pretende investir na ampliação da planta de Congonhas (Campos das Vertentes), onde fica a mina Casa de Pedra.

A informação é do secretário do Estado de Desenvolvimento Econômico, Sérgio Barroso. Segundo ele, o investimento, que não é novo - em 2007, o governo assinou um protocolo de intenções com a Gerdau que previa aportes de R$ 9,5 bilhões em projetos de expansão em Minas até 2013, mas o projeto acabou contingenciado -, é mais uma comprovação de que a crise financeira não seria mais uma ameaça.

"Os investimentos voltaram. Isso prova que os problemas da crise estão passando, a confiança dos empresários na economia voltou e eles estão voltando a investir. A Vale anunciou investimentos, a Gerdau também, agora será a vez da CSN", afirmou Barroso, em coletiva realizada após a solenidade de inauguração da Usina Hidrelétrica de Baguari (UHE), em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce.

Dos R$ 9,5 bilhões anunciados há dois anos, a CSN iria destinar R$ 6,2 bilhões para a construção de uma usina siderúrgica, a primeira da empresa em Minas, com capacidade para produzir 4,5 milhões de toneladas de chapas de aço por ano. "A construção da usina está garantida. Para tanto, a empresa deverá desembolsar cerca de R$ 6,5 bilhões", ressaltou.

Com a instalação da usina siderúrgica no local, será formado um cinturão de fornecedores no complexo da CSN em Congonhas, que também conta com a mina Casa de Pedra, em operação desde 1956. Em 2008, a mina, que é a nona maior do país, produziu 20,5 milhões de toneladas e a expectativa para a produção deste ano é de 28,3 milhões.

Segundo o secretário, o processo para obtenção da licença prévia ambiental (LP) para as obras já está adiantado e o plano diretor do município, concluído. "A liberação para o início das obras deve sair ainda este ano, e os trabalhos devem durar cerca de três anos, com a geração de pelo menos 4 mil empregos diretos só na construção de uma usina siderúrgica."

Preparo - A Prefeitura de Congonhas também já está se preparando para receber os investimentos da CSN. A administração municipal está promovendo a ampliação das vias de acesso, capacitação profissional e ações para reduzir os impactos ambientais na região.

De acordo com o prefeito Anderson Cabido, a expectativa é que durante todo o período de obras no município sejam gerados até 45 mil empregos, entre diretos e indiretos. Além disso, está sendo construído um distrito industrial no município, que será o maior do Estado, com área de 33 quilômetros quadrados.

A estimativa é que o governo de Minas Gerais invista R$ 120 milhões em terraplenagem, desapropriação dos terrenos e obras de infraestrutura. Conforme explicou o prefeito, as intervenções da companhia na cidade estavam previstas desde a assinatura de um protocolo de intenções, em 2007.

De acordo com dados da siderúrgica, os aportes para aumentar a exploração de minério consumiram R$ 179 milhões no segundo trimestre deste ano. Mesmo com a desaceleração da economia, devido à crise financeira mundial, a CSN manteve a utilização de 100% da capacidade nominal de Congonhas. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, a ampliação da mina já possui licenciamento ambiental e a companhia deve começar a operar a expansão de 9 milhões de toneladas anuais nos próximos meses.

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